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Sítio do Picapau Amarelo em desenhos animados

17 de Dezembro, 2011

História de Monteiro Lobato foca o meio rural de três Estados brasileiros
Fotografia: DR
Retrato da vida rural brasileira e das figuras do folclore tupiniquim, a série de televisão “Sítio do Picapau Amarelo”, obra de Monteiro Lobato, foi adaptada para animação.
A Globo, que deixou de emitir a série em 2007, marcou para o dia 7 de Janeiro a estreia da primeira versão em animação, que vai ser transmitida todos os sábados, num total de 26 episódios de 11 minutos.
O produto, comprado pelo Cartoon Network para exibição no Brasil e América Latina a partir de Abril, também vai ser comercializado internacionalmente na Mip TV, feira do sector que decorre em Cannes, em Abril.
Co-produção da Globo com a Mixer (produtora da animação “Escola de Cães”, do Nickelodeon, e da série “Teen Julie e os Fantasmas”, da Band e Nick), o projecto, além de ser a primeira co-produção em animação da emissora, é o primeiro fruto colhido pela Globo, com base no artigo 3º A, da Lei do Audiovisual.
Em regra, as televisões brasileiras que compram obras ou transmissões estrangeiras e, consequentemente, pagam o imposto devido, podem investir parte desse imposto na co-produção de audiovisual brasileiro de produção independente.
Ao todo, foram investidos cerca de dois milhões dólares, sendo 1,5 milhões da rede Globo. “E foi barato”, considerou o produtor executivo da Mixer, Tiago Mello. “Só trouxemos gente de muito gabarito - como o director de animação Humberto Avelar, dono de vários prémios Anima Mundi, o director musical André Mehmari,  storyborder do Scooby-Doo, e gente que há muito não fazia nada no Brasil. Além do Gilberto Gil, que estilizou a música de abertura.”
Para pôr o “Sítio do Picapau Amarelo” em rota mundial, os traços do novo desenho - criados por Bruno Okada, escolhido em concurso entre oito ilustradores - têm algo das animações modernas dos EUA e do Japão, com olhos grandes e efeitos à “la Meninas Superpoderosas”. O director Humberto Avelar, porém, garante que mantem a “cara de Brasil”.

“Apesar do grafismo moderno, queremos retratar o interior de Minas, Rio e São Paulo”, disse. “Temos uma vegetação brasileira e, diferentemente do humor americano dobrado, veremos um humor brasileiro. Aliás, esta é a versão mais engraçada que já houve”.   “As personagens naturalmente são engraçadas. Lobato disse que se Tia Anastácia soubesse em que se tornaria Emília, a tinha feito de seda e não de um paninho ordinário. E todos os dramas da boneca partem disso: ela sabe que é especial, mas queria ser feita de um pano menos ordinário. Isso já é um drama engraçado”.